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domingo, 1 de junho de 2014

Popstar

 
Ronaldo está a passar pelo que Beckham passou, anúncios atrás de anúncios, compromissos comerciais e próprios do "star system", etc., as consequências só podiam ser também beckhianas, um quilinho a mais, tempo de recuperação de lesões muito longo e, sobretudo, sub-rendimento desportivo. António Costa, porém, é dos três, o caso mais bicudo.
 
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sexta-feira, 7 de março de 2014

Escadas nada eslavas*

No final de um filme cujo enredo girava em torno de sedutores convites universitários a uma talentosa ginasta do secundário, chamei a atenção dos alunos para a importância que o desporto escolar tem nos Estados Unidos. Não aprofundei mais do que isto mas o tema merece uma reflexão. O desporto português assenta numa organização clubística civil. Esta formatação não nasceu propriamente "de cima", não foi uma opção governativa, partiu de iniciativas populares que fundaram clubes, que se associaram e federaram e que passaram a organizar os seus quadros competitivos, nesta altura já com ajudas e arregimentações do poder político. O modelo tem algumas desvantagens em relação a um sistema desportivo assente na rede escolar; possui também algumas primazias, é verdade, como o apetecido fim de semana para a realização de provas e, exclusivamente para si, o escalão de seniores, visto não existir na prática, desporto universitário (daí o aspeto lipomatoso da praxe). Mas é um sistema estrondosamente impotente para democratizar e elevar o nível da prática desportiva. Nesse aspeto o sistema educativo tem os dois principais trunfos: nele estão todas as pessoas com idade para a formação desportiva e nele estão técnicos superiores para levar a bom porto aquela tarefa. Se há alguma racionalidade nas tomadas de decisão políticas estes dados deveriam ser suficientes para uma aposta no desporto escolar. Até porque, ao contrário do que se ouve, as medalhas não impedem de termos saúde.

*...mas prenhas de futuro.
             (ontem)

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Estou aqui, paciência.

Como ex-presidente da assembleia, conselho geral transitório e conselho geral do agrupamento (abril de 2006 a março de 2013) fui hoje a uma "audição" promovida pela IGEC. Na conversa informal de boas-vindas um dos inspetores referiu a necessidade de complementar o trabalho das inspeções e avaliações externas com uma posterior monitorização das escolas que executam planos de melhoria. Aqui está um dos parafusos que procuramos. Lembrei-me logo das contrapartidas dos submarinos. Entretanto soube que o Miguel ficou em segundo no corta-mato do oeste; este puto tem potencial para chegar à altíssima competição. Já passaram pela escola diversos miúdos que mais tarde se salientaram em várias modalidades a nível nacional. Ainda há dias estive a ver umas fotografias antigas do mesmo corta-mato (oeste), e lá apareceram as pequenas gémeas que agora jogam hóquei no Benfica. Mas de todos eles, o atleta com quem o Miguel mais se assemelha, é com o João Silva. A mesma capacidade de resistir até ao infinito e a mesma dedicação ao desporto. O que eu não daria para estar à chuva, hoje em A-dos-Cunhados.
 
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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A cada um

Vem à colação para provar a existência dos jardins de infância.
 
 
Amanhã (hoje) não vou poder estar presente no corta-mato do oeste. Mas preguei: a este para nunca mas nunca, correr para ganhar (e esta ?!), a outra, para seguir na perna de alguém, e ao Miguel disse-lhe simplesmente para vencer; aos vinte e quatro e a cada um deles, segundo as suas caraterísticas, uma palavrinha. É disto que gostamos; e acreditem, qual matilha de caça à chegada, quem os segura? É uma ladroada.
 
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domingo, 26 de janeiro de 2014

A belas costas do sportingue

Quem vê os opositores e não é visto, tem vantagem; por exemplo, quem corre na pista de dentro, devido à décalage, "controla" os outros atletas que competem nas pistas à sua direita. Não é que lhe traga propriamente uma supremacia atlética mas permite-lhe gerir o esforço à medida das "lebres". Se o futebol clube do porto  usou estrategicamente estas vantagens, doseando e reservando o esforço para momentos  críticos, acelerando para o golo "necessário" no final do jogo, o resultado está à vista. E se o "macete" dos três minutos foi propositado, então, gabo os conhecimentos sofisticados de estratégia do porto. Não é preciso que o árbitro e os jogadores saibam, nem convém. A diferença é que os outros clubes ainda molham o relvado antes do jogo.
 
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

À vossa, cristos!

As tardes já têm mais meia hora. As manhãs não, o dia cresceu menos para o alvorecer, porque sabendo da preguiça dos homens, o sol dá-lhes mais noite no quentinho da cama. Mas não é assunto que mereça agora rigor, é mais urgente o "efeito Mandela". Eusébio morreu, em parte, devido aos constantes e carinhosos convívios, das homenagens, dos reconhecimentos "de copo". Teria ele consciência do preço daquele estilo de vida?, que o mito o impedia de recusar qualquer ritual de sublimação? Consciente ou não, aparentemente perdoou-nos à mesa como nos terá perdoado em campo sempre que jogava injetado. Até já, herói.
 
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domingo, 5 de janeiro de 2014

Morreu "a bola"

Pense-se no recente jogo contra a Suécia, na prestação do Ronaldo, na alegria e no orgulho que sentimos... Na década de sessenta foi praticamente assim com todos os jogos do Eusébio, da seleção e do Benfica. O mesmo dramatismo. Dez anos de jogos como o da Suécia, é o que a juventude d'hoje deve saber sobre o maior jogador português de todos os tempos. Foi o herói que deu emotividade à industria: o povo sentia-o seu, humilde e fiel, e "nunca" foi estrangeiro. Se a Amália era a voz, o Eusébio era o coração. Panteão, já.
 
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Viagem a Tóquio para subir ao Narayama

O que fez regressar Kobayashi ao Japão? Morrer. A propósito, a minha grande estranheza de vida foi o pedido do meu pai para ser enterrado na aldeia. Fugiu dela toda a vida, e se foi para longe!, os filhos e netos viviam à data em Lisboa, e ele no leito da morte: «quero ir para Vale de Lobo». Todos os cemitérios seriam «de Benfica», valas comuns para o meu pai. Todos menos o da sua aldeia transmontana. Portugal deve muito a Kobayashi. Não só pela qualidade que o judo tem no nosso país, mas também porque a partir de Kobayashi consegue-se fazer a linhagem da modalidade. Bastos Nunes e Luís Monteiro são dois exemplos. É que, muitos desportos em Portugal são filhos de pai incógnito.  E mais haveria para dizer sobre «Tóquio», a nossa vida que não nos permite cuidar dos fundadores, etc., mas só para rematar (e para não estranharem como eu estranhei): certas opções da velhice reconciliam a inexorável capitulação dos ramos da cerejeira com o peso da neve.
 
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sábado, 31 de agosto de 2013

Prognóstico: PFerreira 2 Porto 1

Em primeiro lugar, parabéns ao Sporting pela recuperação anímica (clube). Em segundo lugar, o Benfica foi penalizado pela arbitragem. Em terceiro, o resultado é justo. Quarto, o Benfica tem revelado «capacidade de sofrimento» e, antigamente, isso significava «união de grupo», «humildade de campeão», e outros encómios futebolísticos. Quinto, tantas insinuações de «responsáveis» de que  Markovic devia ter sido travado em falta... A partir de agora se o jogador se lesionar gravemente de quem é a culpa? O contributo do Messi para o espetáculo é também devido à proteção especial que os árbitros lhe concedem.
 
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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Começou

...e o Sporting disfarça tudo.

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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Eichchchch...

Parabéns à Rita e ao Joel (ambos de EF) pelo vídeo;
Parabéns atrasados ao João pelo 3º em S. Diego (EUA) assumindo a liderança mundial de triatlo;
 
E agora um pouco de história. Vinte anos de avanço levam o Real Madrid, Bayern e Manchester United sobre o único clube português com capacidade para os ombrear. Vinte anos.
 
Sobre penáltis «de mão», cuidado. Lima quis acertar no braço do defesa. Reparem na mira que faz: olha, atira e acerta. Quero ver a repetição. Já Garay 'transporta' a bola nitidamente. Melhores: Cardoso e Matic (o Benfica está muito dependente deste gajo).
 
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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Não está explicado, ainda bem


Deve-se ao Dr.º Guerra, ao centro, a introdução do hóquei em Turquel. Hoje as seleções nacionais possuem vários atletas da vila. De memória, lembro-me de três na seleção feminina e do Diogo Rafael (Benfica) na principal seleção masculina. Voltarei aqui para explorar melhor as fotografias.

Em meados da década de oitenta, quando vim dar aulas para o Externato da Benedita, notei que os alunos de Turquel eram baixos e tinham as pernas entroncadas. Como praticavam hóquei acreditei que a estatura baixa se devia à hipertrofia muscular das gâmbias: os tendões dos esqueléticos inserem-se nas epífises dos ossos longos, e com as intensas cargas de treino a massa muscular avoluma e encurta, encurtamento que exerce resistência ao crescimento dos ossos pois este processa-se nas extremidades, as tais epífises onde se agarram com unhas e dentes os tendões. Acabou o pesadelo para mim: deram o salto do crescimento e pronto, continuam a praticar hóquei!
 
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Batotar com a alma

 
A aventura de Lance Armstrong pelas substâncias químicas merece a mesma reprovação ética que qualquer outro processo de treino para o altíssimo rendimento desportivo, incluindo os métodos ditos naturais, como os deste vídeo. Quem treina e compete para os jogos olímpicos ou campeonatos do mundo tem que ultrapassar certos "limites humanos", não há volta a dar. Alguém tem dúvidas que Bolt se dopa? Gostamos de pensar que o seu somatótipo explica tudo, a passada, etc., mas nunca vi uma girafa correr assim. A criminalização do doping leva a que só saibamos destes processos criativos, como diziam hoje no "Público": quando o atleta se confessa. É pena, porque a performance merecia mais literatura.
 
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Sporting

Ó senhor presidente do Benfica, não sei se sabe mas se espremermos um limão sai limonada mas se espremermos um português só sai Benfica. O Benfica é o sangue que corre nas veias dos portugueses e a sua única condição. Isto permite tantas coisas aos lusitanos, como associarem-se ao Sporting, emigrar, nascer na Austrália, etc., sem que deixem de ser benfiquistas. Portanto, ó senhor presidente de todos os portugueses, deixe lá o nosso irmão Godinho em paz.

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Tiro de reflexo

dópingue é muito incompreendido. Nunca deveria ser "julgado" por pessoas estranhas ao serviço. Depois, há modalidades (ciclismo, tiro, halterofilia...) que recorrem à química como quem faz mais um treino. O risco para a saúde é despiciendo. Toda a altíssima competição é já, por si, contra a natureza. Às vezes fico admirado com o prurido e com o escândalo social do dópingue. Nem vou pela pressão que a mesma sociedade faz aos atletas, acho é que nunca se relativizou o fenómeno com outros métodos de alto rendimento, inumanos mas ditos de "naturais". E há dópes engraçados, os betabloqueadores, por exemplo, permitem que um atirador dispare entre duas contrações cardíacas.
 
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

À volta



Explicando às crianças: Portugal perdeu o jogo com a Irlanda do Norte porque foi assaltado. Os ladrões roubaram a bola de esticão e fugiram que nem setas, o mesmo modus operandi do jogo anterior. Os larápios atacam as nossas linhas traseiras de surpresa. Ou somos todos mais rapidinhos ou pomos o Miguel Vitor ao lado dos centrais a servir de polícia;
 
O João Silva venceu em Yokohama; em segundo ficou o espanhol, o da "prata" de Londres, e já antes em França, o João tinha vencido o melhor dos irmãos ingleses, o do "bronze"; entrou assim definitivamente para a elite mundial. Qual é a modalidade em Portugal que tem um atleta a vencer "Grandes Prémios" ou torneios de "Slam"? Também por a modalidade ser muito exigente e típica das sociedades mais competitivas, Portugal e a sua escola de triatlo estão de parabéns;
 
A Margarida fica bem com o frio e o frio também combina com ela. O fim de semana passado em Estocolmo comprova-o, embora viva e trabalhe em Barcelona. O momento histórico da crise e da pré-independência da Catalunha tornaram-se "detalhes" na sua vida profissional de mulher "da comunicação";
 
Que alguém ponha um bilhete debaixo da porta do Crato, nimguém me ouve naquele ministério: as notas internas não são comparáveis às dos exames, os critérios de avaliação são diferentes mas ele como matemático perceberá, qualquer coisa comparável com os exames só mesmo a média aritmética dos testes, excel com excel, agência de rating com agência de rating. E a nota interna tem o que é uma escola.
 
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terça-feira, 2 de outubro de 2012

"Abram alas", grito.


 
De outro modo caio
 
O Benfica não perdeu dentro das quatro linhas porque futebol não é futebol. A diferença de golos é justa futebolisticamente mas corresponde ao "antes" dos dois clubes. E nós fomos uma associação de engomadinhos, entrámos matraquilhos: alinhadinhos, "ocupando espaços", "tapando linhas de passe", "dando inteligentemente a iniciativa ao adversário", etc., etc., ora, isso não é só "atitude" de pernas, mostra também as mamas. Precede o jogo. Se futebol fosse futebol seria menos grave mas implica mística, alma, chama, "independência ou morte". E são coisas que não se pedem, conseguem-se.
 
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

"Inspire a generation"

 
Skylines, nem todos os viram. Tenho um amigo que, quando alguém lhe diz que tem a braguilha aberta responde "o sapateiro olha para o sapato".
 
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Só algumas se vestem para negociar



Abri o blogger a pensar escrever sobre essa oira, a paixão. Mas de repente, decidi adiar as respetivas cinco linhas por ser muito imaturo em relação ao tema. Então, aqui vai mais um pouco de futebol. Não há nada a fazer, cada vez que o Benfica joga, joga contra 22. Isto é bem pior do que três equipas na cama, se uma delas só arbitrar. O problema é que o Porto equipa-se e joga de assobio, o que, somados aos outros onze adversários nomeados, perfazem 22 contra o Benfica em cada jogo. Lima, vales por quantos?
 
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sábado, 22 de setembro de 2012

O que li sobre o logo: nada

Ficheiro:London Olympics 2012 logo.svg.png

Mas não era um tangram, talvez um trangam (trængem)
 
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