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sábado, 19 de julho de 2014

Ao fundo do túnel, o vale da Fonte Quente



domingo, 29 de junho de 2014

#Paisagens#


Do interior do carro
 
A modernidade deu-nos outro tipo de mapas. Na "literatura" vai-se pelo mapa preexistente, no entanto, vai-se também pelo interior da pessoa, pela sua infância, pelas amigas, pela morte, etc., descobrindo-se a si própria. Mas ontem ouvi uma frase, que até mandei repetir porque me soou familiar, e que confirma inequivocamente o prolongamento da modernidade por estes tempos ainda incertos: «o mapa não é o território». Novamente o «eu» mas agora definitivamente sem mapa e bússola, completamente à disposição das transformações morais dos indivíduos. A realidade não é mais do que a perceção que temos dela, dos nossos limites e capacidades. Não há cabos, ou há Adamastores que assustam ou Éolos que ajudam. Perante isto o que fazer às belíssimas cartas amarelo-camelo e rosa-velho? Ou pior ainda, como me inspirar agora no território, se as coordenadas não existem? A minha casa não fica a 39º N e 8º w, como bom caracol fica aonde eu estiver.
 
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sábado, 21 de junho de 2014

Desequilibrios


A cozinha é verde, o granito, a loiça, os ganapos... As prateadas também rimam com o frio, só os alhos, colhidos agora pelo sol, e que ainda são muitos, aquecem o ambiente. Os castanhos estão até um nadinha borrados, mas é uma fotografia genuína, que deu tudo o que tinha a dar, mais a mais sendo ela de um telemóvel. A garrafa Od Parr não prova nada. Hoje, solstício, junho de 2014.
 
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terça-feira, 10 de junho de 2014

Capicuando


Parque Eduardo VII, VII de junho de 2014

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sábado, 7 de junho de 2014

De Lisboa para o céu


Parque Eduardo VII, Sábado, 7 de junho de 2014. Portugal calça três ou quatro números abaixo. Foi assim com os mares, também.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Que

 
"Continuem na escuridão e deem a mão a Deus que deve ser para vós melhor que uma luz, e tão segura que o caminho mais pisoteado. Vedes a correnteza, o renque de árvores?  eu vou por aí, que andar ando".
 
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sábado, 24 de maio de 2014

Piketty, Oblak e Zizek


Reais, só pelas costas.

Do ponto de vista desportivo não podia ter corrido pior: o Real aumenta a distância em relação ao Benfica, e pior, o clube com a equipa idealizada pelo Mourinho (agora com o namorado da Sara Carbonero na baliza), pode muito bem dar-lhe um insight, ou outra merda qualquer, e vir ao Oblak. Continua a dominar o balneário, és a nossa esperança, Sara.
 
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domingo, 18 de maio de 2014

Particularly


 "It doesn't come out particularly well, but that's a particularly tall bicycle".
 
A época fica marcada pela recuperação da mística benfiquista. O herói, como não podia deixar de ser, e não podia deixar de ser porque é dele que emana o benfiquismo: o povo. Um herói visível nos estádios, no país e na emigração; o povão é o ADN do clube. Só assim se explica, por exemplo, o facto, também visível, do clube ter sobrevivido a vinte anos de atentados. Posto isto a limpo vamos às individualidades, aos deuses de serviço: Vieira, Jesus e Luisão. O capitão será porventura o único jogador do Benfica que eu indicaria para uma seleção planetária. E com o seu companheiro do lado, Garay, o Benfica terá porventura a melhor dupla de centrais da Europa. A partir daqui é sempre a descer.
 
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sábado, 10 de maio de 2014

Kavafis & Sophia

 
Isto de ir a banhos é uma coisa,
Outra, são as viagens pelo mar.
Quem embarca não cai neste abismo
De sol
Não se afunda numa lambreta
Como eu de toalha ao ombro.
 
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domingo, 4 de maio de 2014

Domingo à tarde em S. Martinho

 
"Sou o maior performer e, simultaneamente, o maior interior que conheço ".
  
O pretensiosismo literário pode tomar várias formas, mas a mais típica é o eruditismo. A lírica de Camões e muitos poemas de Jorge Luís Borges, por exemplo, sem recurso a conteúdos clássicos, àqueles episódios e figuras greco-romanas que até podem ser arquétipos fundadores da civilização mas que não fodem, além de serem de leitura corrida são obras que não perdem em qualidade literária em relação aos outros textos dos dois génios. E também não deixam de ser «atuais». O recurso erudito pode acrescentar valor à escrita mas em certos autores é nitidamente uma vaidade snob. E depois, custa-me ler  tanto esforço para nada. Nesta medida (e só nesta medida), o estilo afetado dos que se socorrem da erudição, tem muitas semelhanças com o platonismo, também comum no mesmo tipo de literatura: são ambos punhetas.
 
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sábado, 26 de abril de 2014

Intermediários entre mim e o céu


Passa um avião por cima e eu estou mesmo por baixo da cruz.

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sábado, 12 de abril de 2014

Foto do dia


 Mão aberta à luz

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Setas para o céu

 

sábado, 5 de abril de 2014

Marginal de Lisboa


...presa.

domingo, 30 de março de 2014

A eletricidade existe e vê-se

 
O museu da eletricidade, como o nome sugere, é um edifício que guarda o pó que deu luz aos candeeiros da cidade de Lisboa. Fui lá hoje, pela primeira vez, ver a Ilustrarte. Fiz muitas fotografias à pressa, não à luz que entrava, como seria suposto ser, mas às próprias (e magníficas) janelas por onde passa a claridade. Algumas, enquadravam árvores - as mais bonitas -, outras, telhados do casario e esta, a sul, que emoldura o rio, a ponte e o Cristo Rei. Foi tirada do palco do pequeno auditório e quero acreditar que, daqui a muitos anos, estes quadros ainda lá estejam no museu da luz. Para preservar e guardar se fizeram os museus.
 
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domingo, 23 de março de 2014

Muitas fazem a primavera


A-ver-o-mar, hoje às 16 e 30 h.

domingo, 9 de março de 2014

Dinossauro

Crédito da Margarida (ontem)

quarta-feira, 5 de março de 2014

Um passado pesado em papel


Para a posteridade que já tarda, o que é fotografia em papel nesta casa está agora também em registo informático. Um dia faço o mesmo às cassetes de vídeo e a mim próprio. Não, que o meu conceito de eternidade é mais simples, um campo-jardim com muita relva e grandes árvores de sentinela.
 
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sábado, 1 de março de 2014

Rítmica, maças indianas

 
Salinas, Rio Maior, janeiro de 2014 (editada).
 
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Ainda se caminhava

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