domingo, 21 de abril de 2013

A seguir é o véu

 
As turmas formadas segundo critérios de heterogeneidade - além do contributo direto que a diversidade promove nas aprendizagens académicas, pela interação entre alunos "fortes" e alunos "fracos" -, beneficiam de "aprenderem" numa micro sociedade em tudo semelhante à realidade. Parece uma decisão de bom senso mas há quem prefira as "turmas de nível" porque num ensino centrado no professor trabalha-se melhor com turmas homogéneas. E, convenhamos, não é nenhum pecado reconhecer que em determinadas situações, muito ocasionais, é mais vantajoso formar grupos homogéneos. Portanto o caminho, mais uma vez, não parece ser linear em educação. Contudo, a experiência prova que o melhor são turmas heterogéneas, constituídas logo no início do ano. Heterogéneas em tudo, desde as diferentes capacidades dos alunos onde poderemos utilizar os melhores como monitores coadjuvantes, até à igual distribuição de rapazes e raparigas pelas turmas. Só assim teremos homogeneidade entre turmas, o que porá também em igualdade de circunstâncias o trabalho dos professores. Vem isto tudo à colação pelo aparecimento destes sinais preocupantes.
 
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