segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Ribatejo


Montejunto
 
A Lezíria é um poema muito bem guardado, está numa gaveta do país que, por vários motivos raramente se abre. Vai-se à Estrela, ao Gerês, ao Algarve, a Barrancos, mas à Lezíria, estreita, com um rio que perde as margens como quem vai de caminho, à Lezíria que se atravessa em pontes e já está vista, nunca. Depois, há ainda os estereotipos que a protegem (benditos preconceitos). Só assim perceboemos o fundo da nossa alma, feita de bandos, de silêncio, de água e árvores, de horizonte, de tratores e de tomate, de milheirais e de garças apeadas. Que há repúblicas-esconderijo, há.
 
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