Mostrar mensagens com a etiqueta alunos.... Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta alunos.... Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Estagiários

Estagiários na 1ª liga. E que desta vez não passem despercebidos como passou o rapaz da Nova que foi para o éfémi.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Mimese

Silva Porto, 1955

Take time to play, it is the secret of perpetual youth. O ditado inglês só não é completamente correto porque dá a ideia que a seriedade da vida passa à margem do jogo, distingue-os. Mas quem não trabalha como se jogasse, e não jogue como se fosse a coisa mais séria do mundo não é livre, porque a simulação dá-nos autonomia e, inclusivamente, criatividade no dia a dia. Mas os ingleses, apesar da dicotomia, reconhecem o papel do jogo na saúde e descartam a rigidez como único modo de vida, o que é, em si, um sintoma de sabedoria. E talvez seja por isso que gostamos muito dos Monty Phyton.
Os portugueses neste aspeto são muito piores, às vezes oiço colegas professores a desprezar completamente as potencialidades educativas das atividades lúdicas. Lá lhes pergunto se o que aprenderam foi o que viveram com prazer ou se foi o que «memorizaram» com esforço e de forma repetida. Não sou contra a tabuada, nem contra as capitais, nem contra os afluentes, nem contra as declinações, não, o que me parece é que um dos vícios do nosso ensino é essa soberba «disciplinar», essa seriedade precoce, o ensino não está mal pelo excesso de ludismo, mas precisamente porque nunca compreendemos a sua função vital. Temos uma relação péssima com a vertigem, com a loucura da brincadeira.
No entanto, o simulacro tem uma função na vida, é uma proa que sulca a realidade. Antecipa. Ontem ou anteontem, no P2 do público, vinha um artigo sobre a origem da fala. Básicamente defendia que o «homem», primeiro, comunicou por caretas, facécias, esgares, exprimindo uma linguagem facial motora. Os sons articulados da fala  não surgiram do nada, essas mascaradas prepararam o aparelho  fonador, bem sintonizado com o cérebro que lhe deu largueza de espaço. Agora imaginem que a espécie não era profética, não arriscava, não jogava, chegaríamos aqui? Teríamos Crato?
A própria História, aparentemente ao-deus-dará, também é, quer queiramos quer não, idealizada como quem joga;  o caminho não se faz caminhando? A função não faz o órgão? Que mais quereis para tomardes o futuro nas mãos? pontos e vírgulas? Se o futuro é um realce, um sulco na pele porque não jogais?
***

...e prometo que vou ler o artigo do público. Só li ainda o título.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A mãe de todas as polémicas na educação


feel-good

«Teachers believe that the teacher is the essential catalyst for student achievement». Os professores tendem a associar o sucesso na profissão docente a fatores da relação educativa e a características pessoais. Mas, embora apontem os mesmos grupos de fatores como catalisadores de sucesso e insucesso profissionais, tendem a desvalorizar os fatores mais próximos da sua responsabilidade pessoal para justificarem o insucesso. Até aqui nada de anormal, para os pais e para os alunos a culpa do insucesso é quase sempre dos professores e da escola. O que importa realçar é que somos juízes tendenciosos quando se trata de causas próprias e que, por detrás do professor, além dos pessoais também estão interesses, estatutos e papéis sociais que lhe foram atribuídos. Ora, considerando o fracasso educativo nacional, vergonhoso porque nos coloca em 70º lugar no ranking das nações, seria muito curioso analisar o que se passa ao nível destes interessados catalisadores da relação educativa. O sindicalismo, a formação, a avaliação do desempenho, a gestão... ou a facilidade com que desempenham o papel de guardas do conhecimento? ...(volto já).

***

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

A mãe de todas as polémicas na educação


Novo caderno

A mãe de todas as polémicas na educação é a luta, clássica, pelo conhecimento. Objetivamente não existe abaixamento do nível educativo, o nível educativo médio é superior a cada geração que passa e quanto mais generalizada e democratizada forem as oportunidades para aprender, mais ele sobe. E o inverso é igualmente verdadeiro: quanto mais elitistas forem as oporunidades, menor será o nível educativo médio dos portugueses. A opinião negativa que muitas pessoas emitem sobre a qualidade do ensino tem origem em perceções de 'estatuto' ou 'mediáticas'. A maioria pertencem ao último tipo, são sound bites, sem o rigor de uma análise cuidada, são opiniões de «valor saudosista» do género antigamente é que era..., havia quatro estações..., durávamos mais..., etc. Um caso típico da mediatização de o mundo perdido da educação..., onde vamos parar...  foi a famosa reportagem televisiva "H2O", que além de confundir conhecimento com memória foi despudoradamente manipulada. Um dia perguntei a um rapaz quanto era 7x8, acabara de entrar para engenharia física no Técnico com média de 18 e queria provocá-lo. E não é que acertou?! ...respondeu-me se eu não tinha uma calculadora. Mas o ensino não é escandalosamente mau só para os jornais, os blogues e as televisões, a universidade - que deveria cuidar da sua casa e que tem um problema gravíssimo porque os professores preparam mais os seus doutoramentos, os seus artigos e os seus projetos pessoais do que ensinam -, a universidade fala de todo o sistema educativo como se as oportunidades para uma criança de seis anos devessem ser as mesmas de um estudante do ensino superior. Se a universidade é pela «exigência» e pela exclusão, que se «exija» e se exclua, à vontade, no nível de ensino que, nem sequer é obrigatório: no superior. A má-opinião que existe sobre a educação pública obrigatória na maior parte dos casos é inocente, mas há quem tenha consciência do poder do conhecimento e luta por ele de forma calculada e predatória, como uma expetativa negativa sobre as capacidades do estado cumprir a função de ensinar, emitem opinião tal e qual um rating. E os professores de que lado estão?  ... (vou jantar).

sábado, 31 de dezembro de 2011

Não aprovar, não transitar...


Não iremos retroceder ao sistema educativo "só para alguns" do tempo da ditadura. A legislação que tem saído aponta para a seletividade e para a exclusão mas nas políticas educativas em Portugal há que contar com a "correia de transmissão". Se houvesse resultados práticos visíveis de acordo com o espírito das leis, de 1986 - data da Lei de Bases do Sistema Educativo - até ao triunfo do atual governo neo-liberal, todos os portugueses teriam sido escolarizados. Todos escolarizados e bem escolarizados. As consequências por si são graves, dispensamo-nos de as apresentar, mas o sentimento de frustração é maior porque perdemos tempo e investimos muito dinheiro. Só há uma explicação para todo este insucesso e ela passa pelas escolas, os locais onde se cocretizam as políticas educativas através dos seus principais agentes - os professores. E foi precisamente quando, no tempo de Sócrates, chegaram os diretores e a avalição do desempenho, que as estatísticas melhoraram significativamente. O sucesso de uma política educativa deve mais a uma boa "correia de transmissão" do que à sua ideologia. Mesmo acreditando que neste caso particular a classe de professores simpatize com a deriva exclusivista, dita de exigência, não estamos a vê-la a justificar tanto «seu» insucesso escolar. 

***

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Adaptações à rua


Colocando de lado, para já, as implicações que a nova lei curricular do ensino básico trará às escolas enquanto organizações, importa, de imediato, destacar as consequências a um nível mais operacional: na atribuição dos papéis do professor e do aluno. O professor será um instrutor a quem caberá a tarefa de planear e transmitir o conhecimento aos alunos utilizando, sobretudo, o feed-back positivo, e procurando obter deles a resposta hipoteticamente correta; quanto ao aprendiz - que depende dos conhecimentos dos professores - escuta, recebe e repete até memorizar o que supostamente é correto. E depois há os exames. Sem juízos de valor ou qualquer tipo de preconceitos, apenas usando as ideias sínteses desta engenharia: a performance e o treino, diríamos que o despacho 17169/2011 não salivará só os alunos mas também muitos professores.

***

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Sobre o tempo


***

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Alegria no trabalho


"Fazer um campeão olimpico é fácil", dizia um treinador de judo holandês, conhecido pela dureza e sucesso da sua escola, "rebento é com noventa e nove atletas". O judo holandês agradece-lhe pois ele "fez" alguns medalhados, os atletas rebentados é que não sabemos. Independentemente dos processos e dos treinos, de serem federados em clubes ou não, ontem, qual crivo de garimpeiro, o corta-mato da escola isolou um grupo de alunos e alunas. Mas, já antes da prova, como matilha que vai à caça, ladravam pela largada. E foi bonito vê-los campeões. Um, André, se encontrar um sargento durão rebenta? não sabemos...

***

Bridge olympus sp - 590uz (velha)


Há uma célebre frase inglesa "vamos correr que nem cavalos", pronunciada por altura do nascimento do desporto moderno que revela várias coisas. Quem a disse pela primeira vez, provavelmente exprimiu o prazer da repentina e violenta necessidade de libertar o corpo reprimido, mas não só. Os britânicos daquele tempo ao associarem esta atividade à paisagem, ao campo, revelaram-se em termos práticos, seres vivos integrados no seu habitat. Bichos.

***

domingo, 20 de novembro de 2011

Coesão

Salinas, Rio Maior

Tudo leva a crer, numa análise mais cuidada às estatísticas, que os principais problemas da educação em Portugal sejam ainda, em 2011, o abandono e o insucesso escolar, e sobretudo a desigualdade de oportunidades para aprender... e não a falta de propedêutica à universidade.  Tal como já queimou etapas no passado, como o conhecido falhanço na fase propícia da industrialização, Portugal gorou as expetativas proporcionadas pela fase de democratização do ensino e vai entrar num novo ciclo - de crise -, sofrendo as consequências desta falhada generalização do saber. No fundo vamos para a luta com soldados desarmados.

***