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domingo, 20 de janeiro de 2013

19 de janeiro de 2013


Até as estrelas abanam

Jigoro Kano usava, para explicar o judo, a metáfora dos ramos da cerejeira que vergavam ao peso da neve mas que, por via dessa cedência, não partiam. Ontem, todas as árvores, desde os altos eucaliptos aos grossos plátanos, desde a oliveirinha ao carvalho caseiro, todas se opuseram com flexibilidade resistente à tempestade embora nem todas se tenham saído bem, pois algumas partiram braços e outras até foram arrancadas pelo tronco. Eu é que nunca tinha assistido a um confronto destas dimensões entre a força bruta e a souplesse. Ontem vi e compreendi, definitivamente, a inteligência das árvores.
 
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sábado, 19 de novembro de 2011

Pátina



Algumas mulheres que pertenceram à "associação feminina portuguesa para a paz" (1935-1952) estiveram presentes no lançamento do livro "mulheres em grupo contra a corrente" da drª Lúcia Serralheiro. Foi o caso de Luísa de Lemos, Ermelinda Brandão, Laura Lopes, Purificação Araújo, Virgínia ---, e Lucília Estaque Louro. Outras porém foram recordadas, ou evocando-se os seus nomes como participantes ativas na associação, ou avivando episódios sórdidos da ditadura mas de grande coragem para as heroínas. Não foram esquecidas: Alda Nogueira, Virgínia Moura, Isabel Aboim Inglês, Manuela Porto, Matilde Rosa Araújo e Maria Keil do Amaral.

No Sábado passado, dia 12, o pequeno auditório da biblioteca do "museu da república e da resistência" em Lisboa esteve repleto. Não tanto pelos chapéus, nem por outros sinais reveladores das origens sociais e culturais, mas por qualidades mais operárias como a resistência física (e intelectual) este grupo de mulheres nonagenárias presente revelou, de facto, pertencer a uma elite.

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