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terça-feira, 26 de março de 2013

Mar Cáspio

Não percebo os comentadores, Bruno Alves apesar das mordidelas, é dos melhores jogadores portugueses. O Maniche, se se lembram, quando jogava no Benfica era severamente castigado pelos árbitros, a partir do momento em que foi para o Porto até podia arrancar olhos. Isto só para dizer que se o Benfica contratar Bruno Alves não pode contar com os seus dentes.
 
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sexta-feira, 15 de março de 2013

Em Portugal não há segundos amarelos para o Porto

Repararam naquele extremo direito do Málaga, no pé esquerdo do Cardoso e nas costas do Jardel? Vieram do pó. O que me lembra esta origem comum é o seguinte: há perto de cinquenta anos, numa baliza cujo poste esquerdo era um velho e descascado mas  tatuadíssimo eucalipto, e o direito um solitário tijolo, marquei à mama e descalço, golos para todos os gostos. E com os pés sujos, ou não, para o pó voltaremos todos.
 
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Álea

Procurar a fortuna, como fez numa corrida desesperada o Ola John ou como cabeceou o Melgarejo no jogo da Alemanha, é muito diferente de competir para ganhar. Eu gosto de homens providenciais, jogadores que apareçam do nada e que salvem. Jogar para ganhar obedece às regras matemáticas falíveis, ao passo que invocar para a bola toda a sorte do mundo é compreender e explicar a origem e o fim do grande jogo. Lima não sabe, mas na minha mão o universo.
 
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domingo, 13 de janeiro de 2013

Chegaremos a Lance Armstrong?

Resumo: Porto perde terreno na arbitragem. Pressente-se algo.
 
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domingo, 21 de outubro de 2012

Titicaca



Fazem isto numa bacia

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

;uma mão e outra não

O melhor exemplo do que se tem passado no futebol português nas últimas décadas aconteceu este fim de semana; duas naturalíssimas "mãos", tão naturais que poderiam ambas ser interpretadas de uma maneira ou de outra; exatamente: uma foi penálti e outra não.

domingo, 8 de julho de 2012

Boleyn Ground revisited


Moore
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Na altura em que me mudei para Newham lembrei-me muitas vezes de Big Mal, treinador do recente campeão português (1982). "Mal" foi um bom central até aos trinta e poucos anos, até que foi substituído por Bobby Moore, a maior lenda do clube, no West Ham United. Tanto um como o outro eram da zona operária, "Mal" tornou-se um bêbado e um fodilhão de primeira classe, e Moore, "o capitão" da seleção inglesa, herói e exemplo para alguns políticos, como Tony Blair, protagonizou um gamanço durante um estágio na américa latina. Moore só queria oferecer o colar à sua rainha. Tratam-se de meras coincidências «literárias», porque bairro pobre não significa obrigatóriamente drama e comédia juntas.

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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Vi o europeu de 84 num casarão enorme. O pé-direito era próprio de um gigante e o teto, lá no alto, sobressaía em floreados. O cenário acolheu-me sozinho, olhei os jogos com a visão generosa daqueles espaços mas com a tranquilidade de um eremita. Quando duas ou três semanas depois cheguei a Londres, levava a argumentação na ponta da língua. A determinada altura expliquei que o Chalana não procurava o «um contra um», fugia dele, e vieram então todos ouvir a canção no meu inglês arrevesado.

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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Portugal X Inglaterra

É a minha final preferida. São vários os motivos, desde logo por fugir à crise, às alemanhas, ás vinganças gregas, etc. Depois, no caso de Portugal perder esta desejada final, a Inglaterra seria uma «justa vencedora», os ingleses provariam que sempre sabem rodar sobre si próprios. E por últino, seria a final ideal para contrariar o Michel.

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domingo, 17 de junho de 2012

Sistema dinâmico

Em termos de técnica individual somos a melhor das seleções europeias, que o diga a bola. Distinguimo-nos por isso mas, surpresa, aplicamos o 4X3X3 como se fôssemos adultos a jogar. E clássicos.

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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Boa tarde

O Futebol é feito de performances (o 'físicas' seria uma redundância). De forma que estou curioso de ver quem estica a perna como o Luisão, à espera de admirar-me com o fôlego do Coentrão e de sentir o vento da corrida de Ronaldo (vvvvvvvvvv).

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sábado, 2 de junho de 2012

Mas o gajo dá mesmo galo!

Descubram vestígios daquela 'vitamina' para a dor de dentes ao Ricardo Costa e mandem-no embora, já;
Quaresma é o melhor cruzador que temos. Joga;
João Pereira, foi-se;
Nelson Oliveira é o caso «Porto» da seleção.
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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Nélson Oliveira

Portugal vai a campeonatos da Europa ou a campeonatos do mundo à aventura. E como vai à aventura é capaz do muito mau e do muito bom. A vez em que fomos "certinhos" connosco, pouco aventureiros no bom e no mau sentido, foi no último mundial, na África do Sul (10): passámos a fase de grupos mas ficámos logo por aí, de acordo, aliás, com o nosso valor teórico. México (86) e Coreia/Japão (02) são exemplos de como uma aventura pode correr muito mal. Inglaterra (66), França (84), Holanda/Bélgica (00), Portugal (04) e Austria/Suiça (08), são exemplos em como podemos ultrapassar o nosso valor teórico. Por conveniência de maioria vamos considerar os casos de 19886 e 2002 outliers, e por falta de ambição vamos também desconsiderar a estratégia de Carlos Queiroz em 2010. Aventuremo-nos, pois, ao céu que a terra já é nossa.
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Muito bom - Custódio;
Muito mau - Ricardo Costa (e o Miguel Vitor?);
Mau - Ruben Micael;
Bom - Miguel Lopes; 
Igual - Carlos Martins ou Hugo Viana;
Pior - meio-campo pouco trabalhador (só Moutinho e agora Custódio);
Melhor - Ronaldo
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domingo, 29 de abril de 2012

Fim


Esta equipa do Porto não conseguiu disfarçar as arbitragens. Há épocas em que sim, disfarçam muito bem, mas nesta não, tem um treinador de 'segunda', tem uma equipa de 'segunda' e um 'gordo' que não se equilibra nas pernas. É verdade, esta equipa, em futebol jogado é inferior ao 4º lugar do nosso campeonato. O Sporting, desportivamente falando, em 'jogo-jogado' é superior a esta equipa do Porto que disfarçou muito mal as arbitragens.

Como jogar sem árbitros não é possível das duas uma: ou meios tecnológicos para cima, com força. Ou contratam-se árbitros estrangeiros. Já há jogadores estrangeiros, penso que são a maioria, e até somos governados por uma troika estrangeira... E do ponto de vista do custo se calhar o sistema ficava mais barato.

Quanto a 'virar' os árbitros, como o Porto fez, a partir daquele célebre diagnóstico do Pedroto "sem conquistarmos a arbitragem não vamos a lado nenhum", claro que não estou de acordo. Eu sei que é uma solução à Jardim, à Pinto da Costa e a outras excrescências 'democráticas' vencedoras, e sei que, sem juros, a arbitragem deve uns 10 campeonatos ao Benfica. Mas o desporto talvez seja a única manifestação dos homens na qual «a verdade» pode ser, simplesmente feia. Por isso é que há um nome próprio para a desonestidade: batota.

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sábado, 14 de abril de 2012

Porto X Futebol

Este campeonato é um bom teste para a saúde do futebol português. Foi, desde que há hegemonia portista, aquele onde as arbitragens mais democráticamente erraram. Ainda não foram totalmente democráticas, mas há nítidamente um esforço. Não me admira que o Porto perca cinco ou seis pontos até ao fim da prova. E mais do que as faixas de campeão para o Benfica, como adepto de futebol eu queria ver os árbitros sem medo de mostrar amarelos, marcar livres, pénaltis, cantos, foras-de-jogo contra o FCPorto. E darem descontos de tempo insuspeitos nos jogos deste clube. Se assim já foi um grande campeonato o que seria se os árbitros também 'errassem' contra o FCP?

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Ronaldo

Sendo a conquista do título de campeão do mundo dependente da qualidade e da prestação de onze jogadores, parece-me injusto que o critério dos títulos seja tido em conta na escolha do 'melhor futebolista do mundo de sempre'. Comparemos a velocidade, a potência, a técnica de remate, o drible em corrida e até a força psicológica  do Ronaldo com os restantes candidatos que foram campeões do mundo: Pelé, Maradona... Impressionante, não é?.

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sexta-feira, 2 de março de 2012

Ver, viu, mas não adivinhou


De facto, o árbitroauxiliar preparou-se, vê-se bem a sua postura competente: ficou na linha dos defesas (ou muito perto) a olhar atentamente para a posição dos jogadores. Além disso o local da falta é perto da sua lateral. Fez tudo para poder até adivinhar um fora-de-jogo, mas não adivinhou. Viu, mas não adivinhou.

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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Esta merda da falta de água


O aspeto mais saliente na obra de Miguel Gomes é ser parecido com o Amigo da Onça.

Voltando aqui ao trabalho e concentrando-me no essencial devo afirmar que, não só acredito absolutamente no Benfica, como acho que é melhor assim. O Porto agora chama-se 'futebol clube do gordo'. O Hulk cai com o peso que tem mas o árbitro atento vai mostrar-lhe dois amarelos e pô-lo na rua.

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Nem mais nem menos


A distância entre o Benfica e o Porto é de cinco pontos mesmo considerando o Benfica do 'Guimarães' ou o Porto do 'Manchester city'. É uma diferença de alturas, não há nada a fazer, pode o Porto calçar saltos altos e o Benfica andar de chinelos, no fim do campeonato medem-se descalços.

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Benfica


Por diversas vezes ouvi comentários sobre o Emerson da Conceição nomeando-o o elo mais fraco do Benfica. Tem um tempo de reação muito 'lento' realmente e quando parte já o adversário está no duche, mas é dos jogadores que eu mais gosto de ver a subir. Tem depois duas caraterísticas que eu admiro: força mental (dobra garfos) e é um jogador com bom toque de bola. No Benfica há três equipas: os baixos, os altos e os altuços. Emerson faz parte dos altos (1,85) e talvez por isso ligue bem com o conjunto, incluindo as cores do cenário, assim diria Mahlo no seu famoso "o ato tático em jogo".

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