quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Os "dois dias" de cada um

u
 
"Pescador"
 
À entrada para a maioridade interrompi abruptamente o estilo de vida que levava. E se é verdade que o meu coração trabalha ainda com a corda da liberdade, do sol, da vadiagem e dos charros, ainda é mais verdade que a mudança deu-me outros ganhos. O que ouvi hoje deixou-me perplexo. Um amigo, que não interrompeu, nem suavemente, a vidinha adolescente, e de quem eu perdi o rasto há muitos anos, está vivo. Parece que sobrevive num «steady state» semimarginal. Como será o aspeto dele, tez gretada e curtida pelo sol? Transpirará liberdade? O que em mim é saudade, serão nele cicatrizes? E o abraço, entre um rendido e um meio-integrado? Seja como for, estou perplexo por ambos. 
 
***