quinta-feira, 4 de abril de 2013

«Escolas»

A licenciatura de Relvas na perspetiva educativa é bem diferente da visão mediática e política. Nesta, reprova-se a matreirice do cábula ou aviva-se a má "lição" do homem público. Já a perspetiva educativa mostra mais, vai além da exclusiva responsabilidade individual de Relvas. Portugal não dá nenhum valor à formação superior, vai-se para a universidade para se ser "doutor", e ser-se "doutor", desde os tempo da ditadura, pode significar um emprego numa "repartição do estado" ou, no mínimo, um tratamento social "nobiliárquico". A batotice compreende-se num país que dá esta importância oblíqua aos estudos superiores. Quem estiver atento às políticas educativas do atual governo reconhecerá com facilidade que todas elas apontam para o desenvolvimento de um sistema educativo seletivo: só chegarão a "doutores" alguns. Crato ri-se, por motivos diferentes eu e Relvas, não.
 
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