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segunda-feira, 26 de março de 2012

Farto dos cadernos sujos


E rasgando-o, subiremos ao céu

A sabedoria talvez seja uma concordância silenciosa com o mundo
E sobre esta matéria já foram tecidas belíssimas metáforas
Como a velha máxima de Séneca, "atrás do vício escondem-se
Sempre boas razões". Também licencioso rima com silencioso.

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quinta-feira, 22 de março de 2012

É só um azul, um verde e um branco à tarde



Tudo é composto de círculos, vejam as órbitas
E como se essa totalidade curva fosse a barriga das estrelas
Somos os seus filhos redondos.
Para metáfora, e pela vida fora.

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segunda-feira, 19 de março de 2012

A sequência d'ouros


As cartas da vida são só quarenta e chegam para a complexidade e para a incerteza
Eu vi um cavalo em forma de nuvem e uma nuvem a fugir de um cavalo
A sombra de uma árvore sugestionou-me: vi nela alguém a contemplar o mundo

O futuro é-me familiar: a duvida tem nuvens a perseguir nuvens. São quarenta cartas.
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quarta-feira, 14 de março de 2012

Naperão


Adaptado para senão do naperão

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Planura



Escolhi ser gavião pelo nome, mais nenhuma razão de pássaro me seduz, nem o céu, nem o sol, nem o vento. Talvez um dia consiga explicar melhor isto das palavras berlindes-azuis. Fiquemo-nos pela escolha: gavião.

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Arte canária - pró acordo


Talvez o maior poeta vivo da língua portuguesa seja o Manoel de Barros. A saudade pode ser melancolia mas rã, pedaço de chão que salta, não tem equivalente noutras línguas. No Báltico não sei como diriam, cinzenta a terra que piso, porque nenhuma língua vive só de palavras e sem poesia, nenhuma. E o absolutismo da poesia coincide e morre com a realidade, é o cheiro, as chaves*, o calor, a cor, a respiração, o vento da anhara, a surucucu, o sangre raiano. Aceitam-se exercícios metafísicos e até comparações de significantes mas a poesia é o agnosticismo puro e total, como o chão de Manoel de Barros, o que pisamos ao fim  e ao cabo.
 * as chaves
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