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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Comuns e caras


 Palavras-mundo, árvore. Palavras-cara, bonito.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Viagem a Tóquio para subir ao Narayama

O que fez regressar Kobayashi ao Japão? Morrer. A propósito, a minha grande estranheza de vida foi o pedido do meu pai para ser enterrado na aldeia. Fugiu dela toda a vida, e se foi para longe!, os filhos e netos viviam à data em Lisboa, e ele no leito da morte: «quero ir para Vale de Lobo». Todos os cemitérios seriam «de Benfica», valas comuns para o meu pai. Todos menos o da sua aldeia transmontana. Portugal deve muito a Kobayashi. Não só pela qualidade que o judo tem no nosso país, mas também porque a partir de Kobayashi consegue-se fazer a linhagem da modalidade. Bastos Nunes e Luís Monteiro são dois exemplos. É que, muitos desportos em Portugal são filhos de pai incógnito.  E mais haveria para dizer sobre «Tóquio», a nossa vida que não nos permite cuidar dos fundadores, etc., mas só para rematar (e para não estranharem como eu estranhei): certas opções da velhice reconciliam a inexorável capitulação dos ramos da cerejeira com o peso da neve.
 
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domingo, 25 de agosto de 2013

Resultados da condição de exercício e da condição do exercício

 
S. Martinho do Porto, hoje
 
Morreram hoje dois Alexandres: um «de economia» outro «do andebol». Nenhum deles será «grande», basicamente pelas preposições. O que tem «de» é «de» uma área cientifica cujas teorias não são por natureza consensuais, antes pelo contrário, opõem-se previa e dialeticamente do ponto de vista  ideológico; o outro, tem «do», um «do» que pressupõe um campo de atuação específico, uma modalidade desportiva concreta, e por isso até performativa, como não foi um campeão absoluto de vitórias, também não pode ser considerado «grande», como o foi Alexandre macedónio nas conquistas. Paz, às suas memórias.
 
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