domingo, 20 de janeiro de 2013

19 de janeiro de 2013

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Até as estrelas abanam

Jigoro Kano usava, para explicar o judo, a metáfora dos ramos da cerejeira que vergavam ao peso da neve mas que, por via dessa cedência, não partiam. Ontem, todas as árvores, desde os altos eucaliptos aos grossos plátanos, desde a oliveirinha ao carvalho caseiro, todas se opuseram com flexibilidade resistente à tempestade embora nem todas se tenham saído bem, pois algumas partiram braços e outras até foram arrancadas pelo tronco. Eu é que nunca tinha assistido a um confronto destas dimensões entre a força bruta e a souplesse. Ontem vi e compreendi, definitivamente, a inteligência das árvores.
 
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